Radicalismo endorfinado

Resultado de imagem para direita x esquerda charge

Direita e esquerda, unidas pelo fanatismo

O país está mais interessado por política, o que é bom. Mas, quando o interesse vira fanatismo, o objetivo se perde. Viver em democracia é ceder, fazer compromissos, selar acordos – e, principalmente, dialogar

Vivemos tempos de polarização. Você já deve ter percebido. Na mesa de jantar, no trabalho, nos táxis, o futebol vai perdendo espaço para outro tipo de discussão: Lula, Temer, reformas, eleições. Não é que as pessoas estejam apenas mais interessadas na política; elas têm opiniões mais fortes também.

Em algum momento, alguém acreditou que a internet e as redes sociais poderiam servir para unir as pessoas e solucionar discordâncias. Ocorreu o contrário. Confrontados com a opinião alheia que nos desagrada, reafirmamos ainda mais nossa convicção. A quantidade de informação circulando na rede é tamanha que dá para cada grupo encontrar os fatos e os dados de que precisa para montar sua própria narrativa.

As pessoas estão cada vez mais distantes em suas escolhas políticas; o meio vai aos poucos se esvaziando (ainda que, num país como o Brasil, ainda seja a franca maioria). Ao mesmo tempo, não consigo deixar de notar semelhanças entre os lados opostos; entre a esquerda e a direita que cada vez mais dominam as ruas e as redes sociais. Por trás de ideologias tão díspares, vemos comportamentos e atitudes estranhamente similares, o que me indica que, talvez, as diferenças no campo das ideias não sejam o fator mais importante.

Estamos acostumados a olhar para as divisões políticas antes de tudo do ponto de vista da ideologia. Proponho uma outra hipótese: as ideias são elementos secundários de uma dinâmica social que consiste principalmente na identificação do indivíduo com um grupo: sua grande tribo. Sendo assim, não importa muito o conteúdo das ideias de cada lado: eles acabarão se comportando de maneiras muito parecidas. As cores mudam, as formas permanecem. Um lado se veste de vermelho e o outro de verde e amarelo, mas coxinhas e petralhas são, na verdade, muito próximos.

Para começar, nenhum dos dois tolera a imprensa. A esquerda jura que a mídia tradicional é golpista. A direita, imitando seu ídolo internacional Donald Trump, fala em “fake news”. Ambas têm seus blogs e sites de qualidade duvidosa para reafirmar todas as suas crenças preestabelecidas. Tudo o que vem do mainstream está contaminado pela ideologia rival. Como justificar que a sociedade esteja tão equivocada? Aí não faltam teorias da conspiração. Para a esquerda, é o capital financeiro que propaga o neoliberalismo pelo mundo em desenvolvimento. Para a direita, o mesmo capital financia a ideologia do globalismo, que quer abolir os países e as culturas tradicionais. De um lado, irmãos Koch; de outro, George Soros.

A briga se estende às salas de aula. O Projeto de Lei Escola sem Partido busca agir como uma lei da mordaça para todos os professores, impedindo-os de se posicionar e, a bem da verdade, de tratar de temas políticos, religiosos e ideológicos em sala de aula. A proposta de lei inviabiliza qualquer boa aula (ao menos da área de humanas) e, se aplicada, deixaria os alunos completamente alheios a importantes discussões. Mas dá para entender de onde ela vem. É uma reação direta a um enorme número de professores de esquerda que encaram como sua missão na escola converter os jovens a sua própria visão de mundo. Falam em ensinar “pensamento crítico”, mas com isso não querem passar um ferramental cognitivo para permitir aos alunos pensarem por si mesmos e questionarem tudo; e sim aceitarem, sem questionamento algum, as críticas que os professores fazem ao sistema. Em ambos os casos, o principal é impedir que a ideologia do outro lado chegue aos ouvidos das crianças.

Manifestantes contra o presidente Lula em São Paulo, na avenida Paulista.

 FLA E FLU

Manifestações a favor e contra a condenação de Lula, em São Paulo. Um grupo hostilizou integrantes do outro – e vice-versa.

Por trás dessas posturas está uma mesma atitude fundamental: ambos os lados encaram tudo na sociedade como nada mais do que uma guerra pelo poder. Não existe objetividade ou imparcialidade: devo em todos os atos ajudar meu time. Ao me manifestar em público, não procuro a verdade, mas apenas uma narrativa conveniente para o meu lado, ou seja, que persuada as pessoas que me ouvem. Não há nenhum interesse em cooperar para, quem sabe, produzir uma sociedade melhor. O outro lado não quer o bem da sociedade; ele é maléfico e deve ser extirpado. São comunistas ou fascistas, gente que, na melhor das hipóteses, podemos tolerar (enquanto não temos a força para esmagá-los), mas jamais aceitar como pares legítimos na construção da sociedade. Nosso lado tem o monopólio da virtude.

Nesse cenário de conflito tribal, os participantes preferem vitórias simbólicas à capacidade de realizar algo de fato. Os atos que servem apenas para manifestar seu amor ou repúdio a algo falam mais alto. Até expressões verbais parecidas foram desenvolvidas: esquerda “lacra”, a direita “mita”. É o jeito de se referir a uma resposta que supostamente fecha o debate, deixando o outro lado humilhado e sem resposta. Os representantes valem pelo que simbolizam, e não por sua capacidade real de trabalhar pelo país: um Congresso de cada vez mais Bolsonaros e Jean Wyllys.

Para nossa política, o saldo geral é lastimável. Estamos perdendo a capacidade de dialogar e chegar a acordos. O statu quo brasileiro sempre foi corrupto. Radicais de direita tanto quanto os de esquerda não toleram mais a corrupção, o que é bom. O problema é que eles também acabam rejeitando, como corrompidas, características da nossa política que são, antes, virtudes. Verdadeiras necessidades num país democrático.

Saber ceder, fazer compromissos, encontrar um meio-termo; longe de serem “traições” de uma agenda santa, são justamente o que permite que vivamos em uma mesma sociedade sem matar uns aos outros. Não é preciso dizer que, se esse tipo de mentalidade intolerante se alastrar pelo país, a sociedade acaba; caímos na guerra civil.

É bom que as pessoas se interessem mais por questões políticas. Sem isso, a roubalheira continuaria a comer solta e totalmente impune. Estamos mudando isso. Entretanto, na medida em que se politizar signifique também participar de forma mais fanática dessa guerra pelo poder, nos tornamos pessoas piores. Pessoas menos dispostas a ouvir e aprender, menos dispostas a ceder, menos dispostas a cooperar. Se não soubermos transcender esse tribalismo, o interesse renovado na política terá sido em vão ou até nocivo; melhor seria ter continuado a falar só de futebol.

http://epoca.globo.com/politica/noticia/2017/07/direita-e-esquerda-unidas-pelo-fanatismo.html

Letargia coletiva

Resultado de imagem para abutre desenho

O arauto do desastre

Por que sustentamos calados um Estado inchado e ineficiente que mete a mão no nosso bolso?

 “Estamos tratando com seriedade o dinheiro do pagador de impostos, disse o presidente Michel Temer ao anunciar o temível aumento de imposto que nos empobrecerá ainda mais. “São tantos feitos administrativos que a garganta acaba falhando”, afirmou Temer, emocionado consigo próprio. Criticou “os arautos do desastre”, que são todos aqueles que não vivem em sua ilha da fantasia. O impacto na bomba de gasolina é a pauta-bomba da semana.

Quando vejo a nova versão confiante de Temer, esculpida na compra explícita de apoio no Congresso para se manter presidente e longe do alcance da Justiça, eu me pergunto se a doença do cinismo é incurável e hereditária no Brasil. Passa de partido a partido, de governo a governo, sem pedido de desculpas. Convivemos com escaramuças fiscais, jurídicas e linguísticas, com promessas descumpridas. E, agora, escutamos novidades velhas. Um exercício de marketing desesperado. Os R$ 344,3 milhões prometidos para a saúde bucal deveriam ser “realocados” para a saúde mental dos governantes brasileiros. Eles descolaram da realidade.

Lembro ao leitor, perdido na guerra dos números e dos gráficos: a meta do governo Temer é um déficit de R$ 139 bilhões. Como fazer o povo entender isso? Qualquer pessoa honesta se deprime com o nome sujo na praça, ao não conseguir pagar uma conta. Mas Temer continua a rir depois de pagar R$ 1,8 bilhão pela cumplicidade de parlamentares na forma de emendas. O aumento do imposto na gasolina, etanol e diesel – e a alta resultante no transporte e nos alimentos – são nosso sacrifício para ajudar Temer a cumprir sua meta deficitária. O aumento não cobrirá o rombo extra do rombo original. O que ainda virá por aí? Provavelmente a CPMF.

Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esperam boa vontade, solidariedade, compreensão. Esperam que o cidadão, assaltado por bandidos cotidianamente, também aceite ser assaltado por um Estado inchado, ineficiente, incapaz. O governo é o grande “arauto do desastre”. Temer pede aos bobos da Corte que tenham “o que é muito comum nos brasileiros, o otimismo extraordinário”. O senhor não tem lido as pesquisas, presidente. O que existe hoje é um “pessimismo extraordinário”, com base na realidade.

A vida das famílias dos ministros, senadores e deputados não mudou com a crise econômica. Todos recebem em dia não só os salários, mas as mordomias. A vida melhorou para todos os que receberam benesses para suas emendas, quando Temer abriu o cofre público para comprar consciências e se garantir no Palácio do Jaburu, com seu misturador de vozes em ação.

A Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, publicou anúncio intitulado “O que é isso, ministro? Mais impostos?”. O texto sublinha os motivos do pessimismo brasileiro. “Aumento de imposto recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo. Todos sabem que o caminho correto é cortar gastos, aumentar a eficiência e reduzir o desperdício.”

O Brasil é um país esquizofrênico. Enquanto no estado do Rio de Janeiro tem servidor na fila para pegar cesta básica porque não recebeu o 13º de 2016, nem maio nem junho, o governo Temer aumentou em R$ 12 bilhões seus gastos com pessoal, 11,8% acima da inflação. Chega de pagar o pato.

Há uma palavra, entre tantos clichês da macroeconomia, que me dá calafrios. É o “contingenciamento”. Dos gastos do governo, 90% são obrigatórios. As obrigações deveriam mudar, para o Brasil ser mais justo. Meirelles afirma ser favorável ao corte de gastos, “mas a máquina pública tem de funcionar”. A máquina pública não funciona, ministro!

Vários órgãos do governo, entre eles a Câmara dos Deputados, estouraram o teto de gastos. Temos cerca de 30 ministérios com quase 100 mil cargos de confiança e comissionados. Pagamos aluguéis, passagens, diárias, saúde, beleza e educação dos poderosos. O funcionamento da Câmara e do Senado custa R$ 28 milhões por dia, mais de R$ 1 milhão por hora, informa a ONG Contas Abertas, do economista Gil Castello Branco. Por que pagamos viagens de Dilma Rousseff e outros ex-presidentes? Dilma gastou R$ 520 mil neste ano em viagens para contestar o impeachment. Nós gastamos. Lula, Collor, Fernando Henrique Cardoso, Sarney também têm suas viagens financiadas pelo povo.

Por que sustentamos calados um Estado que mete a mão no nosso bolso sempre que está em apuros e que continua inchado, ineficiente e incapaz? As autoridades ainda riem nas fotos, como o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que não sabe de nada, inocente, por estar desligado num spa de luxo. É absurdo, escandaloso. Nessa guerra de tronos, enredo e atores precisam mudar.

http://epoca.globo.com/sociedade/ruth-de-aquino/noticia/2017/07/o-arauto-do-desastre.html

Devanear

Resultado de imagem para pegação gif

Todos eles me comeram…

Olá meus amores,

Sentiram a minha falta? Desculpem eu ter passado tanto tempo sem escrever pra vocês, mas eu estava de férias, viajando com meu amor. Mas agora estou de volta com uma nova aventura pra contar.

Nessas férias, o Giba e eu decidimos visitar vários lugares. Aqui perto de Fortaleza tem uma praia chamada praia do Icaraí, e lá ficamos em uma pousada para passar uns dias. Durante o dia saímos para a praia e lá o Giba encontrou com uns amigos e ficamos sentados na mesma mesa que eles. Conversamos e bebemos um pouco e notava que um dos amigos do Giba, o Marcelo, me comia com os olhos. O Giba notou que ele me olhava e com uns minutos chamou o Marcelo pra ir com ele ao banheiro, mas na verdade deve ter falado pra ele das nossas transas e com certeza estava planejando mais uma foda coletiva.

Quando eles voltaram, o Giba me dá um beijo e diz que aqueles amigos estavam numa casa de praia ali perto e perguntou o que eu achava da gente passar o fim da tarde lá bebendo e curtindo um pouco mais. Eu aceitei ir, já com uma certa desconfiança do que tava por vir.

Entramos no carro do Marcelo, com mais dois amigos deles, o Alex, o Felipe e o Nando que tava no banco da frente, e como ficou um pouco apertado eu sentei no colo do Giba. Não sei foi efeito do álcool das cervejas que tínhamos tomado, mas já no carro eu aproveitei que tava no colo do meu namorado e comecei a dar umas reboladinhas em cima do pau dele, de início bem discretas, aí o Giba disse que eu não precisava ter vergonha porque estávamos entre amigos. Aí eu me soltei, e o Giba se empolgou e começou a apertar meus seios ali na frente dos amigos mesmo. Aquela situação tava me deixando louca, e enquanto o Giba brincava com os biquinhos dos meus seios, o Alex e o Felipe começaram a alisar minha pernas e os dois da frente só de olho, doidos pra tirar uma casquinha também.

Rapidinho chegamos à casa de praia dos meninos e lá eles ligaram o som, trouxeram mais cerveja e ficamos bebendo e dançando por um bom tempo. Tava tocando forró e aí o giba disse que se eu quisesse dançar com os meninos estava liberada. O Marcelo me puxou logo pra dançar e inventou de dançar agarradinho só pra se esfregar em mim, dava pra sentir o quanto o pau dele tava duro, aí o Giba veio por trás, fazendo um sanduiche e ficamos dançando assim. Os outros disseram que também queriam dançar comigo e ficaram se revezando só pra ficarem passando seus paus em mim. Eu já estava bastante excitada, doida pra tirar a roupa e pedir pra eles me foderem, mas precisava esperar o Giba me oferecer pra eles porque ele é quem comanda tudo.

Pedi pra ir ao banheiro e o Giba foi comigo, perguntou o que eu tinha achado dos amigos dele e se eu queria ser a putinha deles naquele dia, na hora respondi que sim, que já não tava mais aguentando segurar. Então o Giba mandou eu tirar a roupa e ir só de biquíni pra sala que lá ele ia começar a provocar os meninos pra gente começar a transa.

Quando cheguei na sala, os olhares se voltaram para mim, os meninos assoviavam e me chamavam de gostosa e diziam que o Giba era um cara de sorte. A música rolava solta, tava tocando dance e então comecei a dançar de forma bem sensual pra provocar ainda mais aqueles machos. Eu rebolava pra ele, chegava bem perto, deixava eles passarem a mão em mim e eu passava no pau deles por cima do short. O Giba pra esquentar a brincadeira tirou a parte de cima do meu biquíni e começou a lamber meus seios, nessa hora todos entenderam o sinal e começaram a tirar suas roupas e punhetar seus paus. O Giba ofereceu meu outro seio pro Alex e disse pro Marcelo tirar a parte de baixo do meu biquíni, ele atendeu imediatamente e assim que baixou minha calcinha, já metendo aquela língua gostosa na minha buceta. Os outros olhavam e se masturbavam, então parei e disse que queria um pau na minha boca. Aí o Giba disse:

-Sei que você é gulosa!! Só um pau não te satisfaz. Vou organizar aqui pra gente te comer melhor!!!

Nossa…que loucura ouvir isso da boca do meu namorado!!! Ele sentou no sofá e disse pra eu sentar em cima, mas primeiro tinha que chupar a rola dele um pouquinho enquanto os meninos colocavam a camisinha. Na hora baixei e comecei a mamar naquela pica deliciosa. Aí ele disse pra eu sentar que era pros outros poderem aproveitar também. Ele liberou meu cuzinho pro Marcelo e disse pros outros 3 ficarem na minha frente pra eu ir chupando eles até que o Marcelo ou ele gozasse. Foi maravilhoso ficar rebolando no pau do Giba enquanto o Marcelo bombava no meu cuzinho guloso. E ir lambendo e chupando 3 rolas alternadamente, eu queria poder colocar as três na boca ao mesmo tempo, de tão grande que tava o tesão. O Marcelo foi dando estocadas mais fortes o gozou no meu cuzinho. Assim que ele saiu o Felipe saiu da minha boca e tomou o lugar dele. Ele foi enfiando seu pau bem devagarinho no mau rabo, e eu ia rebolando até sentir entrar todinho, durante as minhas reboladas o Giba começou a apertar meus peitinhos e a me chamar de puta, de cachorra e encheu minha buceta de porra quentinha. Pediu pra que o Felipe parasse um pouco pra ele sair e o Nando veio pro lugar dele. Ficando eu numa dp com o Nando e o Felipe e com o pau do  Alex na boca. O Giba ficou olhando aqueles três machos me foderem gostoso e disse pra eu fazer eles gozarem, eles me xingavam de tudo que era nome, e o Giba disse que eu estava como uma vadia, maravilhosa devorando três varas ao mesmo tempo. O Alex gozou na minha boca e engoli toda a porra dele. Com pouco tempo o Felipe também, começou a bombar mais rápido e gozou no meu cuzinho. O Nando aguentou mais um pouquinho, e o Giba disse pra eu gozar no pau dele! Como os outros dois saíram, ficamos só o Nando e eu…ele chupava meus peitos, dava tapas na minha bunda, beijava minha boca e gemia no meu ouvido. Comecei a rebolar mais no pau dele, disse pra ele enfiar dois dedos no meu cu porque eu ia gozar. Assim ele fez e eu gozei gemendo alto. Segundos depois que comecei a  gozar o Nando também gozou mamando nos meus peitos.

Caí exausta no sofá mas ainda não tava satisfeita…falei pro Giba que antes de ir tomar banho, queria um banho de porra!!

Fiquei no sofá, abri as pernas e comecei a brincar com minha bucetinha na frente dele pra deixa-los excitados. Rapidinho estavam todos eles ali na minha frente, batendo punheta pra mim. Quanto mais rápido eles batiam, mais eu acelerava o movimento dos meus dedos na minha xaninha. Não demorou cinco minutos pros primeiros jatos de porra começarem a cair em cima de mim, primeiro o Giba e o Marcelo que estavam mais descansados e depois os outros três, um após o outro. Fiquei toda banhada de porra e como adoro tomar leitinho, passei a mão naquele coquetel de gala e lambi os dedos. Os meninos adoraram aquela cena… me elogiaram bastante e disseram que adoraram me comer. Aí me levaram pro banheiro e começaram a me dar banho e lá no banheiro ainda brincamos mais um pouquinho. Depois do banho, eu e o Giba nos vestimos e voltamos pra pousada. E pra terminar a noite, mamei naquele cacete delicioso até sair leitinho dele.  E mais uma vez o Giba me disse que eu tava ficando uma putinha cada vez mais safada e sempre maravilhosa. Nos beijamos muito e depois fomos dormir pra descansar o corpo.

Bjos meus tesudos… espero que tenha feito vocês gozarem com mais essa foda gostosa!!

Uma chupada no cacete de todos vocês…

http://www.lercontoseroticos.com/conto-erotico/orgias/todos-eles-me-comeram.html

Curiosidade

Resultado de imagem para curioso gif

Top 10 melhores formas de emagrecimento

Emagrecer, mesmo que sejam dois quilinhos, é o desejo de muitas pessoas. Para algumas, a perda de peso é muito fácil e acontece com certa naturalidade. Outros enfrentam enormes desafios para abaixar os números na balança.

Como muitas pessoas apelam para o imediatismo, existem fórmulas com dietas mirabolantes e extremamente prejudiciais. Sopas, dieta da lua, do sol, dos chás, das raízes, e qualquer outra atitude diferente da reeducação alimentar podem causar o indesejado efeito sanfona, caracterizado pela perda rápida de peso, mas que registra ganho redobrado nos meses seguintes. O uso de substâncias em automedicação também é arriscado. Se houver necessidade de uso de medicamento, o médico ou nutricionista da área especializada saberá o momento certo de intervir.

Mas, a regra simples para emagrecer é reduzir a quantidade de alimento ingerido, aumentar o gasto calórico e ter disciplina, inclusive nos finais de semana. Preparado para mudar de vida?

Abaixo seguem algumas sugestões para perder peso.

1 – Respeito o tempo que seu organismo leva para se adaptar ao novo estilo de vida. Então, descarte as fórmulas mágicas e siga a dieta passada pelo profissional rigorosamente todos os dias. A pressa será inimiga do resultado.

2 – Não faça alteração do cardápio drasticamente. Faça reduções graduais. Por exemplo: diminua a cada semana 1/3 da quantidade de açúcar que você ingere com alimentos. Diminua a cada semana 1/3 da quantidade de arroz ou de pão das refeições. Se você toma refrigerante todos os dias, substitua por suco e determine somente um dia da semana para tomar refrigerante.

3 – Determine quantidades menores. Quantas vezes comemos até não aguentar mais? Isso acontece muito mais quando o alimento é mais gostoso! Por isso, não exclua as coisas gostosas do seu cardápio. Se você gosta de batata frita ou pizza, não precisa retirá-los da sua vida. Coma somente uma vez a cada duas semanas e em quantidade normais.

4 – A ansiedade é a responsável por vários distúrbios no nosso cotidiano, inclusive o alimentar. Muitas vezes, quando estamos preocupados, resolvemos comer alguma coisa para passar a tensão. Por isso, é importante que você procure outra forma para extravasar a energia, seja no trabalho ou em um hobby.

5 – Tire a geladeira da sua rota. Mude o hábito de ficar abrindo-a constantemente. Jamais acorde de madrugada para atacar esse aparelho!

6 – Determine horários adequados para as suas refeições, respeitando o horário máximo de 3 horas de intervalo. O importante é comer várias vezes em pequenas quantidades.

7- Troque o doce pela fruta. Já percebeu que as frutas são cheias de açúcar e podem ser mais saborosas que outra guloseima? Acostume-se com isso.

8 – A água será a companheira inseparável. Beba bastante água. Para facilitar, mantenha na mesa de trabalho, na sua mochila ou em outro lugar uma garrafinha. Assim você vai bebericar em vários momentos do dia.

9 – Basicamente, seu prato deve ficar o mais colorido possível, com grandes quantidades de verduras e legumes. Prefira alimentos integrais e sem açúcar refinado. Evite frituras e produtos industrializados. Procure alimentos menos gordurosos, como carnes magras e ovos. Diminua a quantidade de óleo no preparo dos pratos.

10 – A determinação é fundamental. Assim como qualquer mudança de hábito, o mais difícil é aguentar o começo. Depois de algumas semanas, seu organismo começa a se adaptar e apresentar repostas satisfatórias.

É importante ressaltar que as dicas acima são apresentadas de maneira geral, mas que o nutricionista é o profissional adequado para preparar uma reeducação alimentar personalizada.

As vantagens da reeducação alimentar direcionada são: a diminuição do custo financeiro com os alimentos, o aumento do resultado e os cuidados especiais com carências de vitaminas e doenças crônicas, como diabetes e pressão alta.

Fonte: http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/top-10-melhores-formas-de-emagrecimento.html

Cultura

Resultado de imagem para cultura

Sonhos de Einstein

Um físico e um poeta levam a relatividade para o mundo do realismo fantástico. E os dois são a mesma pessoa. Leia um dos contos de Alan Lightman

Pouca gente sabe misturar ciência e literatura como o americano Alan Lightman, 68 anos. Não é à toa: “Desde quando me conheço por gente, construo foguetes e escrevo poesia. Sempre me senti dividido entre dois mundos”, disse certa vez. E olha que ele se deu bem nos dois. Tornou-se físico, foi professor de Harvard por 12 anos e hoje está no MIT. Aos 43, decidiu virar escritor de ficção, e seu primeiro livro, de 1992, tornou-se um best-seller global, traduzido para 30 idiomas.

O livro é o clássico Sonhos de Einstein, uma coleção de contos de realismo fantástico inspirada em dois ídolos de Lightman: o escritor argentino Julio Cortázar, de onde ele bebe para montar o clima insólito de cada história, e, claro, o cientista alemão que empresta o sobrenome ao título. Albert Einstein, no entanto, é só um coadjuvante ali. Quem reina são as idéias dele. Einstein, afinal, mostrou para o mundo que o tempo é maleável. E Lightman abusa, no melhor sentido da palavra, desse conceito.

Por exemplo: uma hora o físico leva o leitor para um mundo onde o tempo é circular: “Cada beijo, cada nascimento, cada palavra são precisamente repetidos. E também o serão todos os momentos em que dois amigos deixam de ser amigos, toda promessa não cumprida. Todas as coisas serão repetidas no futuro”, escreve Lightman. Essa idéia, veja bem, não é ficção pura. Depois de Einstein ter aberto caminho para que o tempo fosse entendido como uma dimensão, como uma coisa que tem forma, como você ou uma cadeira, a física teórica passou a trabalhar com a hipótese de que talvez realmente haja dimensões temporais “fechadas”, circulares mesmo, em que o futuro sempre desemboca em um momento anterior ao presente. Poucas coisas fogem tanto à intuição quanto conceitos desse tipo. E Lightman, como poucos, consegue deixar essas abstrações mais do que paupáveis.

Em outro conto, chegamos a um lugar onde o futuro é completamente invisível (e não só parcialmente, que nem aqui). Então é impossível fazer planos. E cada dia é como se fosse o último. “Alguns ficam paralisados, inativos. Passam o dia na cama, acordados mas com medo de se vestirem. Outros pulam da cama pela manhã, despreocupados (…). Vivem para o momento, e cada momento é pleno.”

Em mais outro, estamos numa terra de homens que vivem para sempre. E isso é bom, senhor Lightman? Nem sempre: “Com o tempo, alguns chegam à conclusão de que o melhor jeito de viver é morrer”. É isso aí: em Sonhos de Einstein, o físico e o poeta que existem na cabeça do autor se encontram, tomam várias cervejas e falam coisas que um nunca teve coragem de dizer para o outro. Leia um dos contos aqui:

14 de maio de 1905

Há um lugar em que o tempo fica parado. Pingos de chuva permanecem inertes no ar. Pêndulos de relógios estacionam no meio do seu ciclo. Cães empinam seus focinhos em uivos silenciosos. Pedestres estão congelados em suas ruas poeirentas, suas pernas erguidas como se amarradas por cordas. Os aromas de tâmaras, mangas, coentro, cominho estão suspensos no ar.

À medida que um viajante se aproxima deste lugar, vindo de qualquer parte, ele anda cada vez mais devagar. As batidas do seu coração ficam cada vez mais espaçadas, sua respiração arrefece, sua temperatura cai, seus pensamentos diminuem, até que ele atinge o centro morto e pára. Pois este é o centro do tempo. A partir deste lugar, o tempo se distancia em círculos concêntricos – inerte no centro, lentamente ganhando velocidade à proporção que aumenta o diâmetro.

 Quem faria uma peregrinação ao centro do tempo? Pais com seus filhos, e amantes.

 E assim, no lugar onde o tempo fica parado, vêem-se pais agarrados a seus filhos, em um abraço petrificado que nunca se desfará. A linda filhinha de olhos azuis e cabelos loiros nunca parará de sorrir o sorriso que está sorrindo agora, nunca perderá este brilho róseo de suas bochechas, nunca ficará enrugada nem cansada, nunca se ferirá, nunca desaprenderá o que seus pais lhe ensinaram, nunca pensará pensamentos que seus pais desconheçam, nunca tomará contato com o mal, nunca dirá a seus pais que não os ama, nunca deixará seu quarto com vista para o mar, nunca deixará de tocar seus pais como está tocando agora.

E, no lugar onde o tempo fica parado vêem-se amantes se beijando nas sombras dos prédios, em um abraço petrificado que nunca se desfará. O amado nunca tirará os braços de onde estão agora, nunca devolverá o bracelete de memórias, nunca viajará para longe da pessoa amada, nunca se sacrificará expondo-se a perigos, nunca deixará de mostrar seu amor, nunca sentirá ciúme, nunca se apaixonará por outra pessoa, nunca perderá a paixão que existe neste instante no tempo.

É importante considerar que estas estátuas são iluminadas apenas por uma brandíssima luz vermelha, pois a luz fica reduzida a quase nada no centro do tempo, suas vibrações reduzidas a ecos em vastos desfiladeiros, sua intensidade diminuída ao brilho tênue dos vaga-lumes.

Aqueles que não estão exatamente no centro morto de fato se movem, mas no ritmo das geleiras. Uma escovadela no cabelo pode levar um ano, um beijo pode levar mil anos. Enquanto um sorriso é retribuído, estações passam pelo mundo exterior. Enquanto uma criança é abraçada, pontes são construídas. Enquanto uma pessoa diz adeus, cidades desmoronam e são esquecidas.

E aqueles que regressam ao mundo exterior… Crianças crescem rapidamente, esquecem o abraço de séculos de seus pais, que para elas durou não mais que alguns segundos. Crianças tornam-se adultos, vivem separados dos pais, vivem em suas próprias casas, desenvolvem suas próprias maneiras de fazer as coisas, sentem dor, envelhecem. Crianças maldizem os pais por tentarem segurá-las para sempre, maldizem o tempo pelas rugas em suas próprias peles e vozes ásperas. Essas crianças agora envelhecidas também querem parar o tempo, mas em outro momento. Querem congelar seus próprios filhos no centro do tempo.

Amantes que regressam descobrem que os amigos partiram muito tempo antes. Afinal, suas vidas se passaram. Eles transitam em um mundo que não reconhecem. Amantes que regressam ainda se abraçam nas sombras dos prédios, mas agora seus abraços parecem vazios e solitários. Logo esquecem as promessas feitas para durar séculos, que para eles duraram apenas segundos. Sentem ciúme mesmo entre estranhos, falam coisas terríveis entre si, perdem a paixão, distanciam-se, envelhecem e se isolam em um mundo que não conhecem.

Alguns dizem que não se deve chegar perto do centro do tempo. A vida é um barco de tristeza, mas é nobre viver a vida, e sem tempo não há vida. Outros discordam. Prefeririam viver uma eternidade de felicidade, mesmo que essa eternidade fosse fixa e petrificada, como uma borboleta instalada em uma redoma.

A ciência por trás do conto:

Existe, sim, uma pracinha onde o tempo congela no centro. Bilhões e bilhões delas, aliás: são os buracos negros. Einstein mostrou que quanto maior for a gravidade mais lentamente o tempo vai passar. E nada tem mais gravidade do que um buraco negro. Quanto mais perto você chegasse de um, mais devagar envelheceria. Os “abraços que duram séculos” de Lightman só não são possíveis porque não dá para ficar próximo o suficiente da gravidade monstro de um buraco negro.

A força que puxa seus pés, por exemplo, seria milhões de vezes maior do que a que atrai sua canela. Você acabaria todo retalhado. Mas uma coisa é fato: a alegoria do autor explica precisamente as distorções do tempo nos arredores de um buraco negro. Ah, e se alguém chegasse no centro do buraco negro, ou no “centro do tempo” como diz o autor? Todo tempo do lado de fora “da praça” se esgotaria. A vida acabaria, já que as pessoas que lá chegassem não teriam para onde voltar. O sorriso de quem chegasse lá dentro seria o último sorriso do Universo.

http://super.abril.com.br/cultura/sonhos-de-einstein-2/

Entendendo

Resultado de imagem para sociologia

Sociologia

A Sociologia é a ciência que se dedica a estudar e compreender os fenômenos sociais atrelados às nossas relações sociais.

O que é Sociologia? Para que ela nos serve? Você certamente já se perguntou isso em algumas das aulas sobre essa matéria ou mesmo depois de ler uma entrevista feita com um sociólogo que falava interminavelmente sobre os mais diversos e complexos assuntos, que, aparentemente, pareciam ser tão simples de serem tratados. Você me pergunta: “Então, a Sociologia é a ciência que complica tudo?” Bom… é quase isso…

A Sociologia estuda a vida social humana de grupos e sociedades. Isso quer dizer que os sociólogos ocupam-se do estudo sobre o comportamento humano em seu meio social, na tentativa de compreender os desdobramentos de nossos atos individuais ou comunitários. Como você pode imaginar, não é um trabalho simples. Na verdade, trata-se de um esforço monumental; portanto, não há caminhos simples a serem tomados.

A ideia de uma matéria que se dedicaria ao estudo das sociedades percorreu um caminho sinuoso que está diretamente conectado a vários ramos do conhecimento humano. O período entre a Revolução Francesa e as grandes mudanças que acompanharam a Revolução Industrial pavimentou o caminho para o surgimento de uma matéria que se dedicaria ao estudo das enormes mudanças que se passavam em ritmo acelerado no meio social europeu. Foi o filósofo francês Isidore Auguste Marie François Xavier Comte (1798-1857), ou simplesmente Augusto Comte, que se destacou na busca pela construção de uma área do conhecimento completamente voltada para o estudo desses novos fenômenos sociais.

Comte acreditava que as sociedades deveriam ser alvo de uma abordagem propriamente científica. Assim, uma nova área do conhecimento científico, voltada para o estudo e compreensão das leis gerais que regem o mundo social humano, deveria ser formada a partir dos princípios científicos das demais ciências da natureza. Seria por meio do método cientifico que as normas e as regras gerais dos fenômenos sociais seriam entendidas, o que nos daria o poder de intervir nos problemas sociais de forma a resolvê-los e eliminá-los de nossa convivência. Comte chamou essa nova ciência de Sociologia.

No decorrer do tempo, entretanto, os estudos sociológicos mudaram, pois, entendeu-se que nossa sociedade não possui regras fixas ou leis pétreas que regem os fenômenos sociais, o que, entretanto, não invalida os esforços iniciais de Comte. É pelo trabalho sociológico que podemos entender a complexidade de nosso mundo, ainda que sem conseguir determinar leis fundamentais. As regularidades de nosso comportamento e os aparatos sociais construídos para sustentar nossa convivência são objetos passíveis de observação e estudo, de forma que entendê-los é parte do esforço para entendermos a nós mesmos.

http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/

Viva a sabedoria

Resultado de imagem para filosofia logo

Filosofia (do grego Φιλοσοφία, literalmente «amor à sabedoria») é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem. Ao abordar esses problemas, a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais; por outro lado, diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Entre seus métodos, estão a argumentação lógica, a análise conceptual, as experiências de pensamento e outros métodos a priori.

A filosofia ocidental surgiu na Grécia antiga no século VI a.C. A partir de então, uma sucessão de pensadores originais – como Tales, Xenófanes, Pitágoras, Heráclito e Protágoras – empenhou-se em responder, racionalmente, questões acerca da realidade última das coisas, das origens e características do verdadeiro conhecimento, da objetividade dos valores morais, da existência e natureza de Deus (ou dos deuses). Muitas das questões levantadas por esses antigos pensadores são ainda temas importantes da filosofia contemporânea.

Durante as Idades Antiga e Medieval, a filosofia compreendia praticamente todas as áreas de investigação teórica. Em seu escopo figuravam desde disciplinas altamente abstratas – em que se estudavam o “ser enquanto ser” e os princípios gerais do raciocínio – até pesquisas sobre fenômenos mais específicos – como a queda dos corpos e a classificação dos seres vivos. Especialmente a partir do século XVII, vários ramos do conhecimento começam a se desvencilhar da filosofia e a se constituir em ciências independentes com técnicas e métodos próprios (priorizando, sobretudo, a observação e a experimentação). Apesar disso, a filosofia atual ainda pode ser vista como uma disciplina que trata de questões gerais e abstratas que sejam relevantes para a fundamentação das demais ciências particulares ou demais atividades culturais. A princípio, tais questões não poderiam ser convenientemente tratadas por métodos científicos.

Por razões de conveniência e especialização, os problemas filosóficos são agrupados em subáreas temáticas: entre elas as mais tradicionais são a metafísica, a epistemologia, a lógica, a ética, a estética e a filosofia política.

http://www.gotasdefilosofia.com.br/filosofia/

História

Resultado de imagem para história

20 Fatos históricos que ajudaram a transformar o mundo

Tudo aquilo que passou por nós, faz parte da história, seja ela pessoal ou até mesmo mundial. Independente disso, os fatos acontecem para causar mudanças, movimento na vida, alguns chegam as vias do absurdo em termos de dor e incompreensão, outros, trazem uma paz tão grande que nos faz sentir no paraíso, que tudo é possível.

Entretanto, infelizmente as verdadeiras mudanças se fazem devido aos acontecimentos tristes, aqueles que forçam a humanidade a olhar para si próprias e questionar a respeito de seus próprios atos, abaixo, uma relação de fatos que ajudaram a mudar o mundo e que marcaram nossa história. Mas não vai pensando que só lerá desgraças na lista abaixo:

  1. Em 1903 os irmãos Wright realizaram o primeiro voo de avião. Esse ponto da história é bem delicado, pois costumam chamar Santos Dumont de pai da aviação, no entanto, os registros contam que a decolagem de Dumont se deu três anos depois dos irmãos Wright.

  1. Em 1912, bem antes de conhecermos o belo romance de Jack e Rose na megaprodução Titanic, aconteceu o verdadeiro naufrágio do navio que era o top de linha daquela época em termos de tecnologia marítima, porém, provou não ser resistente a impactos. O Titanic afundou no dia 14 de Abril de 1912 logo após bater em um iceberg.

  1. O assassinato de Franz Ferdinand que era Arqueduque, herdeiro da Áustria, no dia 28 de junho de 1914 foi o estopim para o início da Primeira Guerra Mundial.

  1. Em 1919 o Tratado de Versalhes foi assinado e colocou um fim na Primeira Guerra Mundial, entretanto, além de colocar a Alemanha como responsável pelo início da guerra, foi o estopim para iniciar a Segunda Guerra Mundial e, entende-se que, foi justamente o tratado responsável pela Segunda Guerra.

  1. Vamos falar de algo que veio pra ajudar. No ano de 1928, Alexander Fleming, depois de muitos anos de pesquisas, acabou descobrindo a penicilina, para quem não sabe, a penicilina é o primeiro antibiótico que a humanidade conheceu, prova de seu sucesso foi sua produção em 1924 que salvou muitas vidas durante a Segunda Guerra Mundial.

  1. Em 1934, Nürnberg parou para ouvir seu novo líder, Adolf Hitler. A quantidade de pessoas a ouvirem o discurso do Fuhrer chegou a impressionar o mundo, por que imaginam que dali não poderia sair boa coisa.

  1. No ano de 1939 a Alemanha invadiu a Polônia e nesta investida se deu início a Segunda Guerra Mundial.

  1. Os Estados Unidos entraram para a Segunda Guerra Mundial no ano de 1941, logo após os Japoneses atacarem Pearl Harbor que fica na ilha de Oahu, no Havaí. Foram mexer com quem estava quieto.

  1. Na história do mundo, foi registrado dois ataques utilizando bombas atômicas, ambas, pelos Estados Unidos. O ano é 1945 e a cidade de Nagasaki e Hiroshima, conhecem bem até hoje os poderes dizimadores de tal força. O ataque que aconteceu nos dias 6 e 9 de agosto, assassinou cerca de 200 mil pessoas.

  1. John Eckert e John Mauchly são praticamente os responsáveis pela tecnologia dos computadores, no ano de 1946 criaram o primeiro computador digital eletrônico, também conhecido como ENIAC.

  1. No dia 31 de Março de 1964 o Brasil sofre um golpe militar tirando João Goulart do poder e mergulha o país na tão conhecida Ditadura Militar.

  1. Sobre esse assunto existem diversas controvérsias e diversas conspirações que tudo não se passou de uma farsa, mas, verdade ou não, Neil Armstrong foi o primeiro homem que pisou na lua no dia 20 de Julho de 1969.

  1. Você por acaso já viu aquela foto da garotinha correndo nua com o corpo queimado? Se sim, você sabe do que vou falar, caso não tenha visto, essa é a oportunidade. Essa garotinha foi vitima das bombas de Napalm no Vietnã no ano de 1972.

  1. Para quem acha que a internet é coisa de dez anos atrás, está muito enganado, no ano de 1981 começou a dar seus primeiros passos ao comercial, prova disso foram os jornais que apostaram em um futuro da rede.

  1. Hoje em dia é extremamente comum andarmos para cima e para baixo com nossos celulares, neles podemos ouvir músicas, jogar, assistir vídeos, nos conectar com o mundo inteiro com um simples toque, no entanto, nem sempre ele foi como conhecemos agora, por exemplo, o primeiro celular, o Dynatac lançado em 1983 pela Motorola, não poderia ser considerado um tijolão, era pouco para ele.

  1. Acidentes acontecem, mas alguns simplesmente nem deveriam ser cogitados, como por exemplo, o que aconteceu em Chernobyl no ano de 1986. No dia 26 de Abril um reator explodiu e deu início ao maior desastre atômico que o mundo já conheceu.

  1. Antigamente a Alemanha era conhecida como Alemanha Ocidental e Oriental, isso até o ano de 1989 quando o famoso muro de Berlim foi derrubado. Esse marco histórico aconteceu no dia 9 de Novembro. Vale lembrar que o muro teve uma existência de 28 anos.

  1. Outra foto que costumamos encontrar com certa regularidade na internet aconteceu na Praça da Paz Celestial no ano de 1989, interessante pensar em tanques em uma praça, provavelmente foi o que o jovem estudante pensou ao ficar parado diante do tanque com a mão erguida fazendo sinal para parar. As manifestações que aconteceram nesse dia eram contra a repressão do partido comunista, o dia: 05 de Junho.

  1. Simplesmente marcante, algo que continua vivo na memória de todos nós, afinal de contas, aconteceu alguns anos atrás, para ser mais exato, no ano de 2001, no dia 11 de setembro, uma data que os americanos jamais esquecerão. Um atentado terrorista derrubou as duas Torres Gêmeas também conhecido como World Trade Center. O atentado que parou o mundo tem uma soma de 3 mil vitimas.

  1. Algo que não se via há muito tempo, uma execução por enforcamento. Para muitas culturas, um tipo de execução vergonhosa e digna apenas para os piores malfeitores do mundo. Saddam Husseim foi considerado culpado por crimes contra a humanidade e acabou sendo enforcado no ano de 2006.

Fonte: http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/20-fatos-historicos-que-ajudaram-a-transformar-o-mundo.html

Interessante

Imagem relacionada

5 mitos sobre o cérebro em que até neurocientistas acreditam

Crianças não ficam agitadas depois de comer muito doce, seu lado direito do cérebro não te deixa mais criativo. Mas até especialistas caem nessas pegadinhas

Os mitos sobre o cérebro estão tão intrincados na nossa mente e no senso comum que, até para quem passa anos estudando neurociência, pode ser difícil desmarcará-los. Afinal, mitos tendem a ser empolgantes: quantas séries e filmes são baseados na premissa de que só usamos 10% do nosso cérebro?

Para entender o quanto os mitos sobre o cérebro estão espalhados na população, um grupo de pesquisadores da Universidade de Houston recrutou participantes no site Testmybrain.org que hospeda uma série de testes divertidos que também ajudam em pesquisas científicas oficiais. A enquete que eles publicaram foi respondida por mais de 3,8 mil pessoas. Delas, 598 eram professores e 234 neurocientistas treinados.

A enquete incluía 32 frases sobre o cérebro. Quatorze delas eram verdadeiras, enquanto outras 18 eram mitos, inclusive o famoso “Só usamos 10% do cérebro” (que já explicamos aqui antes). É claro que a maioria dos especialistas e professores acredita menos nas informações falsas que o público em geral. Mesmo assim, cinco deles eram defendidos por uma porcentagem surpreendente de neurocientistas.

Mito #1: Ensino adaptado a estilos de aprendizado

Você já deve ter ouvido falar que algumas pessoas são mais visual, outras mais auditivas.

E que, portanto, elas aprendem mais e melhor quando são ensinadas de acordo com seu estilo de aprendizado. Ainda que a preocupação dos professores com as características individuais de cada aluno seja benéfica, estudos científicos mostram que estilos de aprendizado não fazem essa diferença toda. Uma das pesquisas mais relevantes sobre o tema chegou à conclusão de que não, crianças não aprendem melhor quando o professor adapta seu estilo ao delas, pelo menos na sala de aula. Os cientistas indicam que, na verdade, o estilo depende mais do tema que está sendo ensinado do que da preferência do aluno (ou seja, mesmo alunos mais auditivos aprendem melhor geometria com aulas focadas em recursos visuais).

Público em geral: 93% acredita neste mito

Professores: 76% acredita neste mito

Neurocientistas: 78% acredita neste mito

Mito #2: Inverter letras é sinal de dislexia

Confundir a ordem das letras ou ler d ao invés de b são propagandeados como os grandes “sintomas” da dislexia. Mas isso simplesmente não é verdade. Disléxicos tem dificuldades em processar linguagem escrita. Isso significa, sim, que eles cometem mais erros lendo em voz alta e identificando palavras. Eventualmente, vão inverter letras, mas isso é só uma minúscula parte de todos os erros de português que eles cometem.

Sabe quem inverte muito as letras? Crianças com menos de 6 anos. Mas, até aí, elas também cometem milhares de outros erros. Isso não quer dizer que elas “enxergam” as letras invertidas. Só que ainda têm dificuldades de processar a escrita – assim pessoas como dislexia. Ninguém sabe exatamente qual é a raiz dessa dificuldade, mas não tem nada a ver com enxergar espelhado. A causa mais provável é a dificuldade de processar fonemas, as pequenas unidades que formam as palavras e seus sons, quando estão escritos. Se elas confundem letras, nesse caso, é porque não estão certas de que “som” um fonema escrito deveria produzir.

Público em geral: 76% acredita neste mito

Professores: 59% acredita neste mito

Neurocientistas: 50% acredita neste mito

Mito #3: Ouvir música clássica aumenta capacidade cerebral em crianças

Conhecido como Efeito Mozart, é a ideia de que um bebê exposto às obras dos gênios da música clássica teria desenvolvimento cognitivo turbinado. Mas, como já explicamos aqui na SUPER isso é balela. O estudo que investigou isso não conseguiu explicar os resultados e novas tentativas de reproduzi-lo deram errado. Ou seja: desencane do CD de Mozart, a menos que o bebê pareça gostar… Todo mundo merece se divertir, afinal.

Público em geral: 59% acredita neste mito

Professores: 55% acredita neste mito

Neurocientistas: 43% acredita neste mito

Mito #4: Crianças ficam agitadas depois de consumir muito açúcar

Sugar high: a ideia de que exagerar na sobremesa vai deixar seu filho doidão, agitado, incontrolável. Para testar essa ideia, um estudo reuniu mães que diziam que os filhos  de 5 a 7 anos eram “sensíveis” ao açúcar. Para metade do grupo, deram doce. Para outra metade, deram um placebo – mas não contaram para a mãe. As crianças não tiveram comportamentos diferentes, mas as mães do grupo placebo tinham mais chance de brigar com os filhos por qualquer coisa e classificá-los como “hiperativos” depois do lanche. Então porque as crianças ficam agitadíssimas depois de um bolo de aniversário ou do Halloween? Porque elas gostam de festa, apenas.

Público em geral: 59% acredita neste mito

Professores: 50% acredita neste mito

Neurocientistas: 39% acredita neste mito

Mito #5: O lado dominante do cérebro afeta a personalidade

Seu cérebro é destro ou canhoto? Os hemisférios cerebrais já foram usados para justificar porque algumas pessoas são mais criativas e outras mais racionais (e também para comercializar a ideia de que dá para aprender a usar mais o seu lado do cérebro mais “atrofiado”). Não é bem por aí: na maior parte das suas atividades, seja para um lado mais criativo ou mais racional, seu cérebro coordena áreas e funções de ambos os lados do cérebro. Essa coordenação é misteriosa, mas ajuda a explicar porque nosso cérebro é uma máquina tão produtiva e poderosa.

Público em geral: 64% acredita neste mito

Professores: 49% acredita neste mito

Neurocientistas: 32% acredita neste mito

Mais ou menos nessa linha vai a ideia de que usamos só parte do cérebro quando, na realidade, estamos coordenando e acionando diferentes áreas do cérebro o tempo inteiro. Não há parte dele que fique intocado durante a árdua rotina de ser um ser pensante. E, falando em ser pensante, felizmente 86% dos neurocientistas não acreditam nesse último mito. Mas os demais 14% certamente precisam usar melhor o próprio cérebro…

http://super.abril.com.br/comportamento/5-mitos-sobre-o-cerebro-em-que-ate-neurocientistas-acreditam/

O povo que elege corrupto é tudo, menos vítima, inclusive, cúmplice…

Resultado de imagem para politico brasileiro desenho

Política, o melhor negócio

Com uma única assinatura ou conversa, eles ganham mais do que ganhei numa vida de trabalho duro.

Eu adoraria ser corrupto. Estaria rico. Minha formação impediu. Erro dos meus pais? Talvez tenha frequentado demais a igreja quando criança. Pior: tenho aura de santo. Ninguém nunca me fez alguma proposta desonesta e vantajosa.

Ninguém quis me comprar. Minto. Tive uma tentativa de suborno, profissionalmente. Trabalhava em uma grande revista de circulação nacional. Meu chefe pediu uma nota sobre um empresário que anunciara, de forma divertida, que pretendia vender uma fazenda. Fui até ele. Entrevistei. Ele pediu para conversar mais um pouco. Segundo acreditava, se a nota saísse na revista, certamente venderia a fazenda. E me ofereceu um carro.

– Não, não – protestei igual a uma noviça diante de um tarado.

Voltei à redação da revista e conversei com meu chefe.

– Não podemos dar a nota, porque ele tentou me subornar.

 – Mas é ótima! – insistiu o chefe.

 – Ficarei numa situação muito difícil. E se mandar o carro?

 Pronto, não saiu a nota, não houve carro. Tive a sensação de dever cumprido e continuei com meu ferro-velho.

 Na última semana, cheguei a trabalhar 14 horas por dia. Em frente ao computador. Houve dias em que fui dormir às 7 da manhã. Escrever novela tem um lado glamoroso. Mas outro, inteiramente braçal.

Tudo por algo que, em retrospectiva, parece ter sido falta de consciência sobre as oportunidades da vida. Quis seguir minha carreira honestamente. Acreditei em vocação. E a minha era ser escritor.  Quando adolescente, e durante boa parte da juventude, eu era politizado. Fiz teatro popular em comunidades religiosas.

Assisti à fundação do PT. Convivi por anos com uma sobrinha de Mario Covas que frequentava minha casa. Ao longo da vida, tive contato com outros que se tornaram poderosos – Alckmin, Temer. Quando Dilma se tornou presidente, surpreendi-me. No passado, fui amigo íntimo de três garotas que ficaram presas com ela (hoje, senhoras respeitáveis). Esses contatos não foram à toa. Além de escritor, eu tinha certa vocação para a política.

Só nunca exerci. Senão, no mínimo, eu já poderia estar fazendo uma boa delação premiada!

 Tantos bons negócios passaram por mim enquanto eu cuidava da vocação. Vejo sujeitos sem carisma, sem ideias ou projetos, “donos” de partidos políticos.

Os nanicos. Acredito que nenhum dos integrantes da matilha pensa em realmente se eleger para um cargo executivo. Contentam-se em ter vereadores e deputados. Poucos. Dinheiro bom vem de vender apoio.

As tais coligações. Têm-se um tempinho na TV, extraem dele mais ouro que os Sete Anões da mina. E todos têm uma Branca de Neve em casa a sua espera! Se algum intruso perguntar qual é seu projeto para o país, vão procurar numa pilha de papéis empoeirados, até achar um calhamaço que ninguém leu.

Eu me considerava esperto. Assisti à votação do impeachment de Dilma inclusive para ver como são nossos congressistas. Que susto. Qual conhece as ideias fundamentais de educação? Economia? Ecologia?

Poucos têm alguma ideia de como conduzir uma nação. São bons contadores: sabem somar apoios e valores. Pedir verbas. Dariam bons diretores de RH, pois arrumam emprego para quem podem. Público, claro. Também são candidatos a santos, porque só falaram em Deus e a família. Fui ao espelho e disse a mim mesmo, sinceramente.

– Asno.

 Como poderia me julgar melhor que eles? Foi com o meu voto que muitos se elegeram. Já que hoje em dia a gente vota em um, mas elege vários. O asno sou eu, sim. Ou você. Nós.

 Aí eu assisto ao grande empresário Joesley dando um depoimento. Falando em US$ 70, US$ 80 milhões. No papo gravado do Aécio, R$ 2 milhões para o advogado.

Fala-se de uma casa de R$ 40 milhões para a mãe dele. Oiiii… A mãe do Aécio não tinha casa? A mãe do Aécio era sem-teto? E que casa é essa de R$ 40 milhões em Minas Gerais? É de ouro? Depois mais R$ 5 milhões para Eduardo Cunha, para completar R$ 20 milhões. E a Odebrecht falando em milhões e mais milhões também.

Nunca me considerei um profissional mal pago. Chocado, descubro que, com uma única conversinha ou assinatura, qualquer um deles ganhou mais do que eu durante uma vida toda de trabalho duro. Simples assim. Saiu uma assinatura, fulano ganhou. Outra assinatura ganhou mais.

Hoje eu poderia estar em um iate, escrevendo por diversão. No máximo em uma casa à beira-mar usando uma tornozeleira eletrônica por algum tempo. Por que segui minha vocação, por quê? Ser honesto só me deu prejuízo…

http://epoca.globo.com/sociedade/walcyr-carrasco/noticia/2017/06/politica-o-melhor-negocio.html

Desabafo…

Resultado de imagem para brasileiro é honesto

A hipócrita honestidade brasileira (ou Não tenho orgulho de ser brasileiro)

Não gosto do fato de ter nascido no Brasil. Que venham os nacionalistas me encher; sintam-se a vontade. Vou dizer por que não tenho esse tal orgulho de ser brasileiro. Não é porque eu prefiro o que “vem de fora” ou porque eu seja um colonizado cultural de outro país imperialista, capitalista e destruidor de civilizações (esses esquerdistas me fazem rir aos pandeiros); não é nada disso.

O Brasil como território é um paraíso. Eita lugar lindo; de uma natureza exageradamente cativante, com rios e mares de nos fazer suspirar. Mas não aprecio em absoluto a triste “sina” de ter nascido nessas terras tupiniquins. Nem um pouquinho. Digo por quê:

Os programas de televisão estão cheios de pessoas que reclamam da corrupção dos políticos que afanam o mísero dinheiro dos medíocres brasileiros passivos. Se você não assiste TV não precisa ir muito longe; tenho absoluta certeza que existem muitos dos seus vizinhos, conhecidos, amigos e/ou colegas que vivem reclamando dos crimes do colarinho branco, que não perdem tempo em apontar o dedo acusador e já ir dando o veredicto: são todos bandidos desonestos, que roubam o povo, que querem se dar bem às custas dos outros.

Apontar o dedo todo mundo quer, mas ter o dedo apontado para si, quem se habilita?

O brasileiro é malandro, pensa que é esperto, quer sempre se dá bem, mas é de uma hipocrisia que causa irritações. Sempre acusando, mas nunca gostando de ser acusado, o povinho brasileiro é do tipo que acha que seus erros são extremamente justificáveis, que quando ele faz não é errado, no entanto, se outra pessoa faz exatamente o que ele fez aí não pode, isso é “desonestidade”.

Com essa terrível mania de ser o esperto é que o brasileiro cunhou um tipo de comportamento exclusivo da nação tupiniquim: o tal do jeitinho brasileiro.

O jeito brasileiro é sinônimo para métodos ilegais para a obtenção de privilégios, ou a mais famosa corrupção. O brasileiro é um povo corrupto, que sente uma espécie de orgulho por ser falcatrueiro, se acha melhor por ser desse jeito desprezível. Mas pior do que ser assim é não se admitir assim.

Além de corrupto em sua essência, o povinho brasileiro é hipócrita (não tenho receio algum de ficar redundante), mas de uma hipocrisia intragável.

O mesmo brasileiro que chama os políticos de ladrões é o que fura uma fila quando encontra um conhecido numa espera quilométrica; o mesmo estudante que protesta de forma violenta e desorganizada contra o aumento da tarifa do transporte público é o mesmo que não devolve o troco que recebeu a mais na padaria da esquina; a pessoa que reclama dos ladrões da sua cidade é a mesma que não avisa a alguém que a carteira dela caiu no chão e pega os trocados do pobre desatento.

Qual é a diferença entre esse tipo de pessoas e os de colarinho branco? Nenhuma, absolutamente nenhuma. Ambos são corruptos e desonestos.

Mas o que realmente me intriga nos brasileiros é a forma como eles tratam quem se esforça por ser honesto: é logo tachado de otário. Além de tantos exemplos por aí, dou um pessoal: há alguns anos estava caminhando no centro da cidade onde moro, quando vi que um homem ao tentar colocar algo dentro de sua bolsa deixou cair e não percebeu, vi então que o que tinha caído era um maço de dinheiro, sai correndo pois havia detectado que eu não tinha sido a única testemunha do acidente; cheguei a tempo de pegar o maço e antes do homem entrar no seu carro; gritando “moço! moço!” cheguei no homem e lhe devolvi seu dinheiro.

Com uma cara de grande surpresa, o homem olhou-me e disse: toma aqui menino por sua honestidade. Recusei a recompensa. Ele ainda insistiu um pouco, mas recusei. Ele me abraçou e falou algo que muito dificilmente esquecerei: não existem mais pessoas assim.

Pensar nisso de certa forma é angustiante, pois realmente existem poucas pessoas assim: que decidem fazer aquilo que elas acham certo. Pior do que existirem poucas pessoas que são honestas de fato, é a forma como as desonestas tratam as primeiras: as pessoas me olharam com aquele olhar de “que burro! pra quê foi devolver aquele dinheirão todo! se fosse eu tinha ficado!”.

Embrulha-me o estômago quando vejo as notícias de pessoas que são parabenizadas por atos de honestidade. Isso significa uma coisa: isso é ser exceção numa maioria desonesta, por isso o espanto.

Devolver o que não nos pertence não deveria ser pauta de um jornal de circulação nacional, não deveria ser assunto para uma semana toda, como se fosse um evento especial; deveria ser normal. Seria normal num país onde as pessoas são honestas, desinteressadas, e que não usam de trapaças para conseguirem alcançar seus objetivos. Bom esse não é o caso do Brasil.

É por isso que não tenho orgulho de ser brasileiro, não ter orgulho de fazer parte desse grande grupo de hipócritas que acusam os outros de erros que eles mesmos cometem. Ter orgulho de ser brasileiro? Não, muito obrigado.

https://retalhosdeexistencia.wordpress.com/2011/09/02/a-hipocrita-honestidade-brasileira-ou-nao-tenho-orgulho-de-ser-brasileiro/

 

Quando os trilhos estão desalinhados…

Resultado de imagem para brasil sangra

Retrato do Brasil

A crise se alastra, mas cuidado, o momento não é para aventuras irresponsáveis

Nunca foi tão verdadeira a frase de Paulo Prado, o genial escritor paulista que empenhou a inteligência, a cultura e dinheiro na tarefa de descrever o Brasil.

Nascido em 20 de maio de 1869, faleceu aos 75 anos, em 1943, deixando apurado trabalho intelectual em cujo vértice se encontra o livro Retrato do Brasil. Dotado de santo pessimismo, como escreveu Carlos Augusto Calil na Introdução à 8.ª edição, registrou o que outros não haviam conseguido ver: que o esplêndido dinamismo da raça obedece a dois grandes impulsos: a ilimitada cobiça da riqueza fácil e a luxúria praticada como culto à sensualidade sem freios.

A corrupção de que toda manhã passamos a ter notícias frescas, e com a qual nos recolhemos ao leito à noite, é personagem primordial da tragédia brasileira. Jamais, porém, havia desempenhado o papel principal. Ascendeu da posição de coadjuvante para assumir o centro do palco e ofuscar os demais atores e atrizes, reduzidos a figurantes.

No espaço de poucos anos, entre o mensalão e a Operação Lava Jato, a verdade se revelou e os brasileiros tomaram conhecimento de que a prevaricação havia dominado a Praça dos Três Poderes e de lá passara a comandar o País. A rapinagem adquiriu o status de partido, para o qual convergiram governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores. O que vemos são legendas como PT, PMDB, PSDB, PP, PR reunidas no saque ao Tesouro Nacional, a estatais, sociedades de economia mista, fundos de investimentos, mediante superfaturados contratos com empresas privadas. A política converteu-se, como escreveu Paulo Prado, em “terra de todos os vícios e de todos os crimes”.

Pela primeira vez na História o Poder Judiciário se viu exposto a ácidas críticas do povo e da imprensa. Ministros até então intocáveis, do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas da União, passaram a ser questionados e apontados como suspeitos de envolvimento em tráfico de influência.

No momento em que escrevo após o senador Aécio Neves ser banido do mapa pela divulgação de conversa telefônica com empresário investigado pelo Ministério Público, é o presidente Michel Temer quem se vê sob ameaça crescente de impeachment. Determinado a ingressar na História como autor de reformas destinadas a abrir caminho para a retomada do desenvolvimento, o presidente Temer corre o risco de repetir o fracasso da presidente Dilma Rousseff, despejada do Palácio do Planalto pelos fundos.

O Brasil que trabalha, e com o qual me reencontro todas as manhãs nas ruas de São Paulo, está triste, mas insiste em não se deixar abater. Desempregados, empregados, comerciantes, bancários, industriais, taxistas, garis, servidores públicos, resistem às adversidades e, apesar dos escândalos, se esforçam para manter esperanças de volta à normalidade.

Filio-me, mesmo contrafeito, à corrente que defende a permanência do presidente Michel Temer. O escasso apoio da opinião pública, que o fragilizava, foi reduzido a quase zero depois do encontro noturno com um dos irmãos Batista. Não poderia tê-lo recebido. Deveria ter-lhe dado voz de prisão ao ouvir as coisas que ouviu. O que se sabe do diálogo é imperdoável para quem exerce a suprema magistratura da Nação.

Pergunto-me, porém, sobre as consequências da renúncia, ou da deposição pelo impeachment. A Constituição prevê a possibilidade de vagarem os cargos de presidente e de vice-presidente. “Se a vacância ocorrer nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita 30 dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei”, reza o artigo 81. Trata-se, contudo, de dispositivo incluído na Lei Superior para não ser usado. Afinal, é quase inimaginável ocorrer a situação em que nos encontramos, com dois presidentes afastados sob acusação de improbidade. Guardadas as diferenças, é o que sucede com a pena de morte aplicável em caso de guerra declarada. O dispositivo existe em estado de hibernação, mas ninguém deseja vê-lo ativado.

Depor o presidente Temer não resolverá os problemas do País. Deverá agravá-lo, pois a economia mergulhará em nova onda de interrogações. A Lei n.º 4.321, de 7/4/1964, “dispõe sobre a eleição, pelo Congresso Nacional, do presidente e vice-presidente da República”, sancionada pelo deputado Ranieri Mazzilli, foi a solução encontrada para eleger às pressas o general Castelo Branco após a queda do presidente João Goulart. Omite se os candidatos devem pertencer ao Congresso Nacional. Interpretação lógica indica que a escolha deve recair sobre membro do Senado ou da Câmara dos Deputados investido de mandato pelo voto. O eleito deverá estar preparado para enfrentar pesada artilharia da oposição anarcopetista.

Passado um ano da queda de Dilma Rousseff, o Brasil não se reencontrou com a paz e o desenvolvimento. Fermentada por delações, a crise se alastra. Propor “eleições diretas já” significa tentativa de romper a Constituição. Para nos curvamos à Lei Superior, não repetindo erros do passado, devemos respeitar o calendário eleitoral e aguardar até o primeiro domingo de outubro de 2018, quando a soberania popular voltará a se manifestar pelo voto direto e secreto, com igual valor para todos, na escolha do presidente e do vice-presidente da República. Fora da Constituição, regressaremos ao golpe, o último dos quais nos condenou a 20 anos de regime autoritário.

É lugar-comum dizer que estamos dentro de paiol de pólvora, onde pequeno grupo insiste em usar lamparina para encontrar a porta de saída. Cuidado, o momento não é para aventuras irresponsáveis.

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,retrato-do-brasil,70001833861

Todas as tentativas se sustentam, exceto menoscabo…

Resultado de imagem para cracolândia

Fim da cracolândia: o que especialistas, governo e prefeitura apontam como solução para a feira de drogas em SP

Há três semanas, uma megaoperação policial dispersou dependentes químicos e traficantes da cracolândia, em São Paulo, um dos maiores espaços abertos de consumo de drogas do mundo.

Após a operação, os usuários se espalharam pela cidade. A maior concentração estava na praça Princesa Isabel, a 300 metros da localidade original – enquanto a gestão do prefeito João Doria (PSDB) tenta articular o acolhimento dessas pessoas e pede autorização à Justiça para promover internações forçadas.

A ação policial ocorreu quando a rede municipal de acolhimento ainda não estava preparada, motivou críticas dentro da própria gestão e desencadeou a primeira crise do governo Doria.

Na manhã deste domingo, a polícia fez uma nova operação para derrubar as barracas e retirar os usuários concentrados na praça Princesa Isabel. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito João Doria foram ao local e disseram que essa ação será constante para inibir o tráfico de drogas na região.

Nos últimos 22 anos, apesar de diferentes ofertas de tratamento, emprego e acomodação por governos e ONGs, a região continua a atrair traficantes, moradores de rua, ex-condenados e pessoas incapazes de se integrar à sociedade.

Mas o que pode ser feito para impedir que dependentes tomem ruas e se aglomerem para comprar, negociar e usar crack? E qual seria a forma mais eficaz de tratar essas pessoas para que abandonem o vício, retomando a saúde e a perspectiva de uma vida normal?

A BBC Brasil consultou as gestões de Doria e de Geraldo Alckmin, além de especialistas e agentes que atuam na região sobre o que pode ser feito para acabar com a cracolândia e seus problemas sociais.

Segurança pública

Em geral, houve consenso sobre a importância do policiamento ostensivo para coibir a atuação de traficantes e evitar que as drogas cheguem aos usuários na cracolândia.

Para a professora livre-docente em Direito Internacional na USP Maristela Basso, por exemplo, uma atuação rígida da polícia inibirá a ação do tráfico e devolverá confiança à população sobre a efetividade de políticas para a região. “Não sei o que será daqui para frente, mas o importante é que o primeiro passo foi dado (megaoperação).

 O que não pode é parar. Deve haver um sufocamento (dos traficantes). Prender quem tem que prender e tratar quem tiver que tratar”, diz. Basso defende a iniciativa da gestão Doria e diz que seria “uma fraude” caso a ação anticrack do governo enfraquecesse com o tempo. “Não adianta só espalhar os usuários. A sociedade não vai aceitar que eles migrem para outros bairros e nada seja solucionado.

Mas é necessária uma aliança com a sociedade. Se as críticas forem tão severas sobre as ações, ele (prefeito) pensa: ‘Vamos encerrar isso'”, afirma Basso. Maurício Fiore, pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e coordenador científico da Plataforma Brasileira de Política de Drogas, diz que é importante que o debate público sobre soluções “não misture o tratamento dos usuários com a região em si”. “Quando você busca uma solução para o espaço nem sempre é a mesma para as pessoas”, afirma o cientista social, para quem os dependentes químicos “se cansaram das ações repressivas porque isso não resolveu”.

 Policial aborda homem durante operação na rua Helvétia, em SP: Após operação conjunta entre polícias e prefeitura, usuários de se espalharam pela cidade© Reuters Após operação conjunta entre polícias e prefeitura, usuários de se espalharam pela cidade

O advogado Ariel de Castro Alves, integrante do Conselho Estadual de Direitos Humanos, diz que houve violência excessiva na ação organizada pela prefeitura em parceria com o Estado, e opina que isso não pode se repetir. “Colhemos (após a ação policial) depoimentos de 30 vítimas de violações de direitos humanos em uma semana, entre dependentes agredidos por policiais ou por guardas municipais, moradores despejados pela prefeitura e outros ameaçados de despejo”, afirma.

 A Polícia Militar de São Paulo diz que ninguém se feriu na ação e que houve despejos por irregularidades nos imóveis, como risco de desabamento, falta de estrutura e de equipamentos de segurança obrigatórios.

A Secretaria da Segurança Pública afirma ainda manter o policiamento na cracolândia “com equipes das polícias Civil e Militar para, além de combater o tráfico no local, prestar apoio às equipes de saúde e assistência social”. A pasta informa ainda que o departamento de narcóticos (Denarc) prendeu 162 traficantes na região desde 2015. Trinta deles, incluindo o suspeito de ser responsável por abastecer o tráfico na região, foram presos durante a megaoperação de 21 de maio.

 A prefeitura diz que há nove carros da Guarda Civil Metropolitana na cracolândia, com 26 agentes. Cinco câmeras de vigilância foram instaladas na região e há quatro ônibus que gravam a movimentação no local e funcionam como central de monitoramento.

 Usuários se concentram na praça Princesa Isabel, o novo endereço da cracolândia: Especialistas ouvidos pela BBC se dividem ao comentar a internação compulsória dos usuários© AFP Especialistas ouvidos pela BBC se dividem ao comentar a internação compulsória dos usuários

Tratamento obrigatório para viciados em crack é ação ‘ridícula’, diz neurocientista americano

É hipocrisia criticar ação policial sem conhecer a realidade da cracolândia, diz psicóloga

Saúde

Cuidar dos usuários de drogas, tirá-los das ruas e oferecer tratamento médico até que eles tenham condições de retomar suas vidas também é uma política unânime entre os entrevistados.

Mas a internação compulsória, aposta da gestão Doria, divide opiniões. A gestão chegou a conseguir uma decisão judicial em primeira instância que autorizava a remoção à força de usuários da região para avaliação médica, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou a decisão. De acordo com o governo Alckmin, de 2013 até o final de 2016, o programa Recomeço fez 53.214 triagens e acolhimentos e internou 11.507 pacientes, sendo 8.904 voluntários, 2.580 involuntários e apenas 23 à força.

A prefeitura afirma que a internação compulsória é usada apenas em último caso. Para Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e coordenador do Recomeço (programa do governo estadual para tratamento dos dependentes químicos), a internação compulsória deve ser usada apenas em casos extremos. “Você acha humano ver uma pessoa com dependência química grave aliada a doenças graves, como Aids e sífilis, e não fazer nada? Não agir num caso desse é omissão de socorro”, diz.

 Em relação à ação judicial da prefeitura que pede autorização para internar usuários à força, ele diz apenas que a lei deve ser seguida. “Há uma resolução do Conselho Regional de Medicina que prevê internação compulsória individual após autorização da família, médico e Ministério Público.

 É o que fazemos há cinco anos”, diz. Para Fiore, do Cebrap e Plataforma Brasileira de Política de Drogas, a internação forçada “nunca pode ser usada como uma política pública”. Ele acrescenta que o recurso é importante em muitos casos, mas não pode ser eixo central de política. “A internação compulsória tem o pior resultado entre os tratamentos, além de envolver violações de direitos”, defende.

O advogado Ariel de Castro Alves vai na mesma linha. “Essas internações (compulsórias) só podem ser feitas com base em laudos médicos e decisões judiciais individuais, antecedidas por manifestações do Ministério Público e da Defensoria Pública. O trabalho social e de saúde é de conquista de vínculos e confiança. Não é de repressão, abuso e autoritarismo”, afirma. A professora de direito Maristela Basso vê a internação compulsória como parte da função do Estado de proteger o direito das pessoas.

Ela considera a solicitação de autorização da prefeitura como “proteção para evitar medidas do Ministério Público, que estava tentando impedir a prefeitura de cumprir seu dever”.

Assistência social

Segundo a Prefeitura de São Paulo, desde a megaoperação policial de maio equipes de assistência social fizeram 12.687 abordagens na região da cracolândia, com 7.049 encaminhamentos para acolhimento em equipamentos públicos e 5.638 recusas de atendimento.

Para Basso, da USP, a ação policial que espalhou os usuários facilita o trabalho de abordagem de assistentes sociais, que poderiam buscar contato com dependentes em grupos menores. No entanto, psicólogos e agentes sociais que atuam na cracolândia – e pediram para ter suas identidades preservadas – afirmam que o debate sobre internações compulsórias acabou aumentando a desconfiança dos usuários.

“As pessoas passam a nos ver como inimigos. Eles começam a desconfiar de que possam ser levados a qualquer momento numa camisa de força, e isso destrói nosso trabalho porque os deixa numa situação eterna de tensão. Mesmo aqueles que já estavam prestes a aceitar o tratamento acabam se afastando”, diz uma agente ouvida em condição de anonimato. Para quem atua no local, a polícia deveria apenas investigar o tráfico, sem causar grande estresse aos usuários.

 Região onde ficava a maior concentração de usuários na cracolândia: Após megaoperação na cracolândia, usuários se espalham pela cidade e maior parte se concentra em praça na mesma região© AFP Após megaoperação na cracolândia, usuários se espalham pela cidade e maior parte se concentra em praça na mesma região

O coordenador do Recomeço, Ronaldo Laranjeira, explica que foram instalados diversos serviços para atender os usuários na rua Helvétia – um dos pontos de grande concentração de usuários antes da operação policial. “Lá, eles podem tomar banho, ter acesso a médicos e até academia. Não falta de serviços. O problema está no engajamento para convencer o usuário a participar”, diz Laranjeira.

Para ele, dar o primeiro passo e iniciar o tratamento é a tarefa mais difícil da desintoxicação. “É muito complicado falar para um viciado deixar aquele ambiente onde estão seus amigos e encontra crack barato e em abundância para se internar. Ninguém quer isso”, diz. Laranjeira fala ainda que é essencial ter uma “linha de saída de qualidade, com cursos profissionalizantes e oferta de emprego para que as pessoas retomar sua vida e todo esse esforço não tenha sido em vão”. São 25 conselheiros que atuam como agentes e conversam diretamente com os usuários.

Mulher dorme na praça Princesa Isabel, o novo endereço da cracolândia: Maior parte dos usuários da cracolândia se concentra agora na praça Princesa Isabel, a cerca de 300 metros do antigo “fluxo”© AFP Maior parte dos usuários da cracolândia se concentra agora na praça Princesa Isabel, a cerca de 300 metros do antigo “fluxo”

Caso aceitem ser internados, os pacientes ficam de 15 a 30 dias internados para desintoxicação. Após esse período, ele é reavaliado pelos médicos, que definem se será necessária uma nova internação ou apenas atendimento ambulatorial no Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Segundo os agentes, eles passaram a ser vistos com desconfiança pelos usuários após a operação policial.

 Alguns, inclusive, foram roubados nos últimos dias. Os profissionais que trabalham na cracolândia ouvidos pela BBC Brasil em condição de anonimato disseram que a prefeitura “destruiu um trabalho de anos”. “Vamos ter que começar tudo de novo”, diz uma mulher que trabalha no Recomeço. O Caps instalado na cracolândia tem dois psiquiatras de plantão 24 horas.

‘Fiquei seis anos sem ver meu pai e o reencontrei… na cracolândia’

 Pessoas se aglomeram na mais nova cracolândia de SP: BBC Brasil ouviu especialistas de diversas áreas para reunir possíveis caminhos para acabar com o feirão das drogas© AFP BBC Brasil ouviu especialistas de diversas áreas para reunir possíveis caminhos para acabar com o feirão das drogas

Habitação e emprego

Mas nada vale um trabalho social de abordagem, convencimento e tratamento se o ciclo da reinserção social não fechar. É consenso entre os especialistas ouvidos que o sucesso na luta contra o crack só é possível se a pessoa passar a preencher seu tempo livre com trabalho e afeto de amigos e familiares, além de ter um lugar garantido para voltar e dormir. Sobre oferta de trabalho, o governo Doria acabou com o programa De Braços Abertos, da gestão anterior de Fernando Haddad (PT), que oferecia moradia em hotéis da cracolândia e R$ 15 por dia a dependentes que trabalhassem em atividades como varrição e jardinagem.

 Para Maurício Fiore, a iniciativa anticrack da gestão petista “seguia numa direção correta” que deveria ter sido mantida. “Aquela política não conseguiu resolver, mas pesquisas apontaram que eles estavam reduzindo o consumo e melhorando de vida. É um trabalho longo, difícil e que envolve esse estar permanente com agentes de saúde. Mais do que cobrar e exigir deles, o importante é oferecer um conjunto de direitos”, diz.

A prefeitura destaca que negocia parcerias com empresários para dar emprego a todos os usuários que passarem pelo tratamento de desintoxicação. Recentemente, Doria anunciou a oferta, por uma rede de fast food, de cem vagas de emprego para moradores de rua em geral – são cerca de 20 mil na capital paulista. Sobre oferta de habitação, o governo estadual afirma estudar a construção de cerca de 3,7 mil moradias na região da cracolândia nos próximos anos. A previsão é que 91 apartamentos sejam concluídos até o fim deste ano e outras 1,2 mil antes até o fim de 2018.

 Segundo o governo, 80% das unidades serão disponibilizadas para financiamento de baixo custo a pessoas que moram fora do centro, mas trabalham na região. Outros 500 apartamentos estão reservados para movimentos sociais de moradia. Para o secretário municipal de Habitação da gestão Haddad e professor de urbanismo na USP, João Whitaker, o atual projeto habitacional da cracolândia não irá beneficiar os dependentes químicos que circulam pela região. “O ideal é oferecer apartamentos para quem aderir ao tratamento.

Com moradia oferecida pela prefeitura, ela se reinsere no mercado de trabalho”, diz. “Essas moradias que serão construídas não serão para a população da região porque serão da faixa de até dez salários mínimos estaduais. Isso não vai beneficiar os pobres. É para classe média baixa e média. Dizer que é para pobres é enganação”, conclui.

http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/fim-da-cracol%C3%A2ndia-o-que-especialistas-governo-e-prefeitura-apontam-como-solu%C3%A7%C3%A3o-para-a-feira-de-drogas-em-sp/ar-BBCt1Hq?li=AAggXC1

No popular: intolerância à diversidade…

Resultado de imagem para CURA GAY DESENHO

Tratamentos de ‘cura gay’ ainda são ameaça a homossexuais

Apesar de vedado pelo Conselho de Psicologia e OMS, procedimentos perduram no país

SÃO PAULO – Na certidão de nascimento, o nome de Camila está ainda no masculino. Hoje, aos 20 anos, ela decidiu que passaria pela transição de gênero para ser identificada como mulher. A decisão encontrou resistência dentro da própria casa: sem aceitar, o pai dela chegou a interná-la numa clínica masculina para dependentes químicos, em janeiro deste ano. Ele queria que sua “masculinidade fosse reforçada” e, para isso, ainda cortou os seus longos cabelos e jogou fora as roupas femininas.

O drama de Camila não tem sido isolado no país, e vem ganhando um polêmico contorno político. Há hoje dois projetos na Câmara dos Deputados defendendo a chamada “cura gay”. Embora a transexualidade seja diferente de orientação sexual, acaba inserida nesse contexto.

A promessa de conversão ou reversão da orientação sexual foi proibida por resolução do Conselho de Psicologia (CFP) há quase duas décadas no país, mas nunca deixou de ser praticada por profissionais da área que ainda consideram homossexualidade uma patologia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) a retirou de sua lista internacional de doenças em 1992.

O ator Gerson Marques, de 23 anos, à esquerda, afirmou ter sofrido homofobia após divulgação de peça teatral, onde o ator que interpreta gay diz ter sido vítima de homofobia em Belo Horizonte

Toni Reis durante sessão da comissão especial Estatuto da Família, em 2015‘A comunidade LGBT está sendo expulsa das escolas’, diz ativista pelos direitos humanos

Em projeto apresentado na Câmara no fim do ano passado, o deputado Pastor Eurico (PSB-PE) pediu a suspensão dessa norma e sugeriu “pesquisa científica sobre o comportamento das pessoas homossexuais”. Já a proposta do pastor Ezequiel Teixeira (PTN-RJ), também de 2016, fala em “direito à modificação da orientação sexual em atenção à dignidade humana”. Os dois textos aguardam relatoria para análise e votação.

 A conselheira do CFP Sandra Spósito diz que, embora os dois textos não usem o termo “cura gay”, permitem a promessa de reversão por profissionais. Ela fala também que pesquisas internacionais segundo as quais as tentativas de conversão causaram maior sofrimento nas pessoas acabaram por criar quadros clínicos de depressão nos pacientes.

— Existe uma compreensão da homossexualidade não respaldada pela ciência e, nessa arena política e jurídica, há uma tensão grande, abrindo espaço para uma disputa de poder — conclui Sandra.

Além do Brasil, somente outros dois países têm regras igualmente claras sobre a reversão em todo seu território: Equador e Malta, conforme aponta o relatório divulgado em maio da Associação Internacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (ILGA). Tribunais na China, Taiwan e Israel vêm condenando esse tipo de tratamento.

Para o advogado Marcelo Gallego, da Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Jabaquara (SP), tentar curar a homossexualidade ou mudar a identidade de gênero de uma pessoa, além de ferir a Constituição, é propaganda enganosa, porque “é um produto que não existe, uma vez que não há doença”.

 — Eu passei por isso aos 8 anos de idade e um monte de gente passa — revela o advogado, hoje com 40 anos.

O pastor de Belo Horizonte Gregory Rodrigues Roque de Souza, de 25 anos, também viveu a experiência. Ele tinha 16 anos.

Os pais, ao descobrirem um namoro com outro jovem da mesma idade, lhe deram duas opções: ou ele sairia de casa ou se trataria. Ele tentou o suicídio.

— Foram meses com a psicóloga repetindo que eu tinha que mudar, que eu estava sofrendo, que era pecado e que ser desta forma estava me fazendo mal. Não escolhi ser o que sou, e infelizmente tem pessoas que, quando não compreendem algo, demonizam a situação. É mais fácil do que aceitar — diz ele, que hoje se dedica a contar sua experiência em um canal na internet.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/tratamentos-de-cura-gay-ainda-sao-ameaca-homossexuais-21463334#ixzz4jhZQFroWo